FAZENDEIRO E FILHO FORAM A JULGAMENTO POR ACUSAÇÃO DE ENCOMENDAREM ASSASSINATO EM IPAPORANGA

O fazendeiro Francisco Alves de Paula, de 78 anos, e o filho, Luciano Lopes de Paula, 54, foram a julgamento ontem terça-feira (30), no 2º Tribunal do Júri de Fortaleza, na Justiça Estadual, por encomendarem o assassinato do agricultor tratorista João Paulo Rodrigues de Souza, na zona rural do Município de Ipaporanga (a cerca de 350 km de distância da Capital), em fevereiro de 2018.

O julgamento de ‘Chico Vitorino’ e ‘Luciano Vitorino’, como são conhecidos os réus, estava marcado inicialmente para 5 de outubro último. Mas foi adiado no dia da sessão, devido ao adoecimento dos advogados dos dois acusados. “Por infeliz e improvável coincidência, o Defensor Particular do acusado Luciano Lopes de Paula e o Defensor Particular do acusado Francisco Alves de Paula, em um intervalo de apenas 12 (doze) horas adoecem”, relatou a 2ª Vara do Júri.

Outras três pessoas foram acusadas pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) pelo homicídio. Antônio Paulo Diogo de Paulo, o ‘Paulo Vitorino’, filho de Luciano e neto de ‘Chico’, morreu no sistema penitenciário cearense, em decorrência de um quadro de diabetes. Já Carlos Augusto Diogo Dias e uma mulher identificada apenas como Sheila seguem foragidos.

Durante o trâmite, o processo criminal foi transferido da Comarca de Ipaporanga para Fortaleza, devido ao risco de segurança que representava para os jurados.

João Paulo Rodrigues de Souza trabalhava como agricultor tratorista em um roçado, na zona rural de Ipaporanga, quando foi surpreendido e assassinado. Carlos Augusto, conhecido como ‘Xibiu’, e a companheira Sheila chegaram ao local, perguntaram a outro trabalhador quem era ‘João’ e, quando a vítima desceu de um trator, a mataram com quatro tiros, na tarde de 20 de fevereiro de 2018.

A família Vitorino (Chico, Luciano e Paulo) é acusada pelo MPCE de ser mandante do crime de pistolagem. De acordo com as investigações, a motivação do crime seria o depoimento de um primo de João Paulo contra ‘Luciano Vitorino’, que tentou matá-lo, em janeiro daquele mesmo ano.

A defesa Francisco Alves de Paula não quis falar antes sobre o julgamento. Já a defesa de Luciano Lopes de Paula, representada pelo advogado Francisco Carlos de Sousa, esperava que o cliente fosse absolvido. “Há prova técnica e prova pericial de que ele não efetuou disparo de arma de fogo na tentativa de homicídio que ele é acusado. Não tendo cometido a tentativa, ele não teria motivos para mandar matar o João Paulo”, alega.
O julgamento terminou já a noite, sendo que Chico Vitirimo foi absolvido das acusações e seu filho Luciano foi condenado a 15 anos de reclusão.

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