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Policiais militares se tornam réus em processo que investiga chacina em Quiterianópolis

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Os policiais militares Francisco Fabrício Paiva, Dian Carlos Pontes Carvalho, Charles Jones Lemos Júnior e Cícero Araújo Veras agora são réus na Justiça cearense, pelo crime de homicídio. Em decisão proferida nesta sexta-feira (12), o colegiado de juízes da Vara Única Criminal da Comarca de Tauá decidiu acolher denúncia ofertada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) e manter os acusados presos.

Já na manhã deste sábado (13) foi preso através de mandado de prisão o quarto policial militar acusado de ter envolvimento com a chacina. Trata-se de Cícero Araújo Veras pertencente ao cotar.

De acordo com a denúncia, os militares participaram da Chacina de Quiterianópolis, ocorrida em outubro de 2020. Cinco pessoas foram executadas dentro de uma residência. Os PMs foram indiciados neste mês de fevereiro, em relatório final enviado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) à Justiça Estadual.

Ao acolher o parecer do MPCE, os magistrados destacam a crueldade com a qual os homicídios aconteceram: “Observa-se que a violência utilizada na prática do crime, inclusive com armas de grosso calibre, em plena luz do dia e em desfavor de considerável número de vítimas, demonstra a gravidade in concreto”, disseram.

As manutenções das prisões, segundo o Judiciário, se fazem necessárias porque “a aplicação de medidas cautelares são insuficientes para a garantia da ordem pública e não se mostra conveniente a instrução processual”. Na decisão ficou dito que algumas testemunhas não quiseram prestar depoimento por medo de represália e os investigados se desfizeram dos seus aparelhos telefônicos utilizados na data do delito.

Prisões

As prisões do tenente Charles Jones Lemos Júnior, cabo Francisco Fabrício Paiva e o soldado Dian Carlos Pontes Carvalho foram convertidas para temporária. Já contra o sargento Cícero Araújo Veras ficou decretada prisão preventiva. À época do crime, todos os policiais pertenciam aos quadros do Comando Tático Rural (Cotar).

A investigação aponta que os servidores públicos utilizaram, no crime, viatura descaracterizada e armamento pesado da Polícia Militar do Ceará (PMCE). A motivação da Chacina ainda é desconhecida pela Polícia Civil, assim como a identificação do quinto homem.

Morreram vítimas do massacre: José Renaique Rodrigues de Andrade, Irineu Simão do Nascimento, Antônio Leonardo Oliveira, Etivaldo Silva Gomes e Gionnar Coelho Loiola. A Polícia trabalhou com duas linhas de investigação, ambas ligadas aos históricos criminais de duas vítimas, José e Irineu, que tinham passagens pela Polícia por roubo e ainda estariam na vida criminosa. Já as outras vítimas não tinham antecedentes criminais e nem há a suspeita de ligação com crimes.
Fonte: Diário do Nordeste


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